Cavernas escavadas em rochas podem armazenar CO2 liberado na extração de gás e óleo

O Centro de Pesquisa e Inovação em Gás da Poli propõe escavar cavernas que segurem o CO2 no fundo do mar durante a extração de metano e petróleo.

A cerca de 300 quilômetros da costa brasileira, as reservas do pré-sal estão sob camadas espessas de rocha salina e contêm óleo e gás de valor comercial, como petróleo e metano, que são extraídos para o consumo. No entanto, o gás proveniente do pré-sal é rico em CO2, um dos maiores agravadores do efeito estufa. Para não emiti-lo na atmosfera, é necessário processar o gás e injetá-lo em um poço ou em uma rocha que servem como reservatório. No longo prazo, o CO2 injetado começa a sair do poço, junto com o óleo, um gargalo na produção de petróleo e gás. 

O Centro de Pesquisa e Inovação em Gás, patrocinado pela Shell e pela Fapesp, propõe estudos para a escavação de cavernas nas rochas salinas para, além de armazenar CO2, separá-lo do metano. É o que explica o professor Gustavo Roque da Silva Ássi, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica (Poli) da USP e membro do centro de pesquisa, ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição.

Ouça a entrevista aqui.

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